HISTÓRIA
As Navegações Portuguesas foram pioneiras na era das Grandes Navegações. ... Buscando quebrar o domínio que havia sido estabelecido sobre o comércio de especiarias no Mar Mediterrâneo, Portugal traçou uma nova e arriscada que consistia em contornar o continente africano para se chegar ao Oriente.
As Grandes Navegações foram uma prática dos países europeus de desbravar o Atlântico em busca das “Índias” e suas riquezas. Assim, os europeus (principalmente portugueses e espanhóis) chegaram às Américas e deram início às colonizações. No final desse texto você encontrará os exercícios sobre as Grandes Navegações que separamos. Leia com atenção.
ATIVIDADES
1-Contestando o Tratado de Tordesilhas, o rei da França, Francisco I, declarou em 1540:
“Gostaria de ver o testamento de Adão para saber de que forma este dividira o mundo”. (Citado por Cláudio Vicentino, História Geral, 1991.)
a) O que foi o Tratado de Tordesilhas?
O Tratado de Tordesilhas foi um acordo firmado em 1494 na cidade espanhola de Tordesilhas, entre Portugal e Espanha e com mediação do Vaticano, para garantir a partilha e dominação das novas terras descobertas a partir das Grandes Navegações. O tratado estabelecia que as terras que ficassem até a uma distância de 370 léguas a oeste da ilha de Cabo Verde seria de dominação portuguesa. A partir desta distância o domínio pertenceria à Espanha.
b) Por que alguns países da Europa, como a França, contestavam aquele tratado?
A contestação ocorreu principalmente pelo fato de que os demais países ficavam de fora da partilha dos novos territórios, que garantiam grandes lucros às nações em decorrência do comércio, da exploração dos novos territórios e das minas de metais preciosos que poderiam ser encontradas.
2-Em 1604, os franceses já iniciam atividades de exploração na região da atual Guiana Francesa, liderados pelo general Daniel de La Touche, o mesmo militar que liderou a ocupação do Maranhão em 1612.Como se chamava essa França?
3-Comente o problema do regime de capitanias hereditárias e sua relação com a criação do governo-geral, em 1548.
O regime de capitanias hereditárias mostrou-se ineficaz na medida em que muitos donatários não tinham a experiência necessária para o desenvolvimento das atividades políticas e econômicas ou o simples interesse de habitar a colônia, enfrentavam a resistência da ocupação dos nativos, tinham dificuldades para o deslocamento entre os núcleos de colonização e não contavam com o apoio da Coroa. De tal modo, vemos que a centralização promovida pelo governo-geral era uma tentativa de se superar os problemas causados pelo sistema de capitanias.
4-Um dos principais problemas brasileiros da atualidade é a questão da concentração da propriedade da terra. Os meios de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal) trazem, todos os dias, matérias sobre invasões promovidas por camponeses sem-terra, mas a falta de terra para quem realmente trabalha nela não é um problema atual. Um instrumento de distribuição de terra do período colonial que comprova a longa duração deste problema no Brasil é:
a) o Regimento Geral.
b) a Carta de Sesmaria.
c) os Tratados de Saragoça.
d) o Tratado de Tordesilhas.
5-Entre os donatários das capitanias hereditárias (1531-1534), não havia nenhum representante da grande nobreza. Esta ausência indica que:
a) a nobreza portuguesa, ao contrário da espanhola, não teve perspicácia com relação às riquezas da América.
b) a Coroa portuguesa concedia à burguesia, e não à nobreza, os principais favores e privilégios.
c) no sistema criado para dar início ao povoamento do Brasil, não havia nenhum resquício de feudalismo.
d) na América portuguesa, ao contrário do que ocorreu na África e na Ásia, a Coroa foi mais democrática.
e) as possibilidades de bons negócios aqui eram menores do que em Portugal e em outros domínios da Coroa.
Letra E. A ausência de representantes da nobreza indicava que o Brasil não era visto como uma oportunidade de negócio atrativa. Afinal de contas, o desenvolvimento de atividades lucrativas (como o plantio de cana-de-açúcar) exigia o emprego elevado de capitais. Além do risco financeiro, muitos nobres não se dispunham a deixar o conforto de sua terra natal para enfrentar as dificuldades inerentes ao processo de colonização do Brasil.
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